Arroba do boi gordo bate recorde e encosta nos R$ 400 em outubro
Com oferta de animais restrita, indicador do Cepea fechou o mês em R$ 389,90 e contratos na B3 passaram de R$ 400.
Outubro foi um mês histórico para a pecuária de corte. O preço da arroba do boi gordo subiu de forma consistente ao longo de todo o período e terminou o mês em patamares nunca vistos em termos nominais.
Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq), o indicador do boi gordo em São Paulo encerrou o dia 30 de outubro cotado a R$ 389,90 por arroba, valorização de pouco mais de 7% no mês. Dias antes, o índice já havia renovado também o recorde em termos reais, descontada a inflação.
Mercado futuro acima de R$ 400
Na B3, a expectativa de preços firmes ficou ainda mais evidente. De acordo com a consultoria Safras & Mercado, diversos vencimentos do contrato futuro ultrapassaram a marca de R$ 400 por arroba, com o contrato de novembro chegando a R$ 407.
O movimento não ficou restrito ao boi. Levantamento da Scot Consultoria mostra que, nas praças de Araçatuba e Barretos, referências do mercado paulista, a vaca valorizou cerca de 5,9% e a novilha, 6,5% no mês. Em Mato Grosso, a menor disponibilidade de animais levou frigoríficos a reajustarem as ofertas em até R$ 10 por arroba.
O que explica a alta
O principal fator é a oferta reduzida de gado pronto para abate, consequência da virada do ciclo pecuário, com menos fêmeas no mercado e retenção de matrizes. Com escalas de abate mais curtas, a indústria precisa pagar mais para garantir animais.
No atacado, a carne também subiu, porém em ritmo mais lento que o da arroba, o que aperta as margens dos frigoríficos. Para o pecuarista, o cenário é de boa remuneração, mas o mercado de reposição acompanha a alta, exigindo atenção ao planejamento de compra de bezerros e garrotes.
Com informações do Cepea/Esalq, Safras & Mercado, Scot Consultoria e Canal Rural.






