Café em Minas: preço da saca sobe no mês e estado consolida safra histórica de arábica
Saca do arábica acumulou alta de mais de 12% em 30 dias no Sul de Minas; produção mineira se aproxima de 35 milhões de sacas.
O café voltou a animar os produtores mineiros em outubro. Dados da Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM) mostram que, em 23 de outubro, a saca de 60 quilos do arábica era negociada a R$ 1.760 em Guaxupé, no Sul de Minas. Apesar de um recuo pontual de 1,3% naquele dia, o grão acumulava valorização de cerca de 12% em 30 dias.
Safra cheia
A alta de preços acontece em um ano de colheita farta. No terceiro levantamento da safra de café, divulgado em setembro, a Conab estimou a produção de arábica em Minas Gerais em quase 35 milhões de sacas em 2026, das quais cerca de 15,9 milhões no Sul e Centro-Oeste do estado.
A pesquisa Safra Café Minas, lançada pelo Sistema Faemg/Senar em Varginha, chegou a número semelhante, perto de 33,5 milhões de sacas, com destaque para o Sul de Minas (16 milhões), o Cerrado Mineiro (7,2 milhões) e a Chapada de Minas (1 milhão). O bom resultado é atribuído à bienalidade positiva, à maior área em produção e às chuvas bem distribuídas antes da florada.
Exportações e infraestrutura
Minas também se destaca nas vendas externas. Até agosto, o estado havia exportado mais de 870 mil toneladas de café, movimentando US$ 5,8 bilhões, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Para dar conta do volume, o Porto Seco Sul de Minas anunciou investimento de R$ 70 milhões para ampliar a capacidade de exportação.
De olho no próximo ciclo
Com a colheita encerrada, o foco do cafeicultor agora se volta para a florada e para a renovação de lavouras. O comportamento das chuvas nos próximos meses, em um ano de El Niño, será determinante para o potencial da safra 2027.
Com informações da BBM, O Tempo, Conab, Sistema Faemg/Senar e Diário do Comércio.






